Só Contos

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Branca de Neve ainda vive…

Branca de Neve

Por Sandra Franzoso

Essa estória aconteceu há exatos 200 anos. Mais precisamente no interior da Alemanha, numa localidade rural que já nem existe mais. Uns dizem que se trata de uma lenda, outros acreditam piamente nela. E começa assim…

Árvores gigantescas margeavam o vilarejo cortado por estradas estreitas. Dava para ouvir os uivos dos ventos batendo nas folhagens. As ruas eram de terra batida e, de um dos lados da estrada, havia um matagal.

A vida era tranquila, pacata, a não ser pela lenda que corria pela cidadezinha: a de que o castelinho localizado na curva do final da estrada, próximo a um bosque, era habitado por uma bruxa maléfica.

Ninguém ousava passar por ali durante a noite e, quando o faziam, era sempre em companhia de uma ou mais pessoas. Não se sabia da existência de habitantes no castelo, o qual vivia com os portões enferrujados trancados e as janelas fechadas. Vez ou outra, boatos afirmavam a existência de uma mulher idosa espiando por detrás das cortinas e só. Talvez fosse essa a tal bruxa.

Mila e Luli eram duas amigas adolescentes, uma com 15 e a outra com 16 anos. Magras e altas moravam em fazendas vizinhas. As duas garotas, apesar da aparência frágil, estavam determinadas a descobrir esse segredo e, sem imaginar o que as aguardava, decidiram sair para um passeio no final da tarde. Conseguiram sair da fazenda onde moravam sem serem vistas, pois os pais jamais permitiriam tamanho disparate.

Final de tarde, a chuva fina que caíra já tinha passado, as meninas encontraram-se conforme o combinado na estrada próxima onde residiam. Caminharam por tempo indeterminado até cruzarem o bosque, sentiam-se apreensivas, porém, decididas. Avistaram o castelinho localizado ao lado do cemitério da cidade. Naquela hora, o tímido sol havia se posto e a chuvinha não voltara a cair, mas deixara a rua fria e úmida. O clima mantinha-se fresco e agradável.

O breu começara tomar conta da paisagem embora, no céu, a lua cheia brilhasse resplandecente. De repente, um grito horripilante soou por entre as longas árvores. Fortes calafrios percorreram os corpos das jovens que, naquela altura, já estavam arrependidas pela ousadia. Passos apressados corriam pelos campos e nada podia ser visto, pois o matagal era denso.

Mila sentiu um frio cortante no estômago e o sangue de Luli gelou. Como é desconfortante o pânico experimentado em situações difíceis, enfim encontravam-se diante dos portões arqueados e enferrujados do castelo. Elas desistiram de chamar para comprovarem se alguém atenderia, estavam apavoradas e só desejavam sumir dali. Trêmulas, viraram-se para voltar quando uma voz doce disse:

– Boa noite, queridas.

Ao se voltarem para aquela voz meiga, puderam observar a figura repentina de uma bondosa velhinha sorridente. Seus cabelos eram brancos como algodão embora mantivesse fios negros da época de sua juventude. A pele era muito pálida e os lábios vermelhos como maçã.

– Bo-boa no-noite, falou Mila.

– Desculpe-nos se lhe incomodamos – prosseguiu Luli.

– Oh minhas queridas, o que fazem a essa hora na rua? Entrem um pouco para tomarem um delicioso chá com bolo junto comigo e depois dou um jeito de fazer vocês chegarem em casa em segurança.

As garotas se olharam em silêncio e, em seguida, aceitaram o convite. Passaram por uma porta de cristal que dava para uma sala mediana não muito confortável. Os móveis eram de bronze e jaziam solitários, estavam grossos de poeira. Havia pratarias espalhadas, esculturas com aparência estranha e quadros esquisitos com imagens indefinidas. Um vaso talhado em madeira tinha sido posto numa mesinha de mármore bem no meio do centro da sala e, dentro dele, tinha flores murchas e secas. A luz rubra que iluminava o ambiente era a gás.

Aquele cenário provocaria certo mal-estar, não fosse a recepção calorosa da simpática senhora que chamou as meninas para adentrarem noutro cômodo, a cozinha. Ao abrir a porta, ela rangeu. Lá era tudo muito simples, sem muita coisa que chamasse à atenção, a não ser por um caldeirão de ferro no chão ao lado do fogão com manchas vermelhas e um corvo na janela. O olhar dele era de arrepiar qualquer um e não foi diferente com as jovens.

A água foi posta na chaleira, depois no fogão para ferver e um bolo recém-assado colocado na mesa. Sentaram-se e deliciaram-se com aquelas guloseimas enquanto conversavam.

As duas garotas fizeram inúmeras perguntas, desejavam saber a razão da casa estar sempre tão fechada, se a velhinha morava sozinha, de onde vinha, qual o seu nome e muito mais. Quase todas as perguntas foram respondidas num papo agradável. Ela era de uma outra cidadezinha, no passado tinha sido uma princesa e hoje… Não completara a frase. Seu nome era Branca, Dona Branca.

Um tempo depois, preocupada com a hora que avançava, Luli levantou-se dizendo que precisavam ir. A amiga fez o mesmo em seguida.

– Ninguém vai sair daqui – ralhou a mulher grosseiramente. Não havia mais sinal da anfitriã tão gentil.

– Como? – questionou Mila. Isso só pode ser uma brincadeira. Quem é a senhora de fato?

– Não é uma brincadeira! Sou Branca de Neve. Vocês já devem ter ouvido falar sobre mim, só dois detalhes diferenciam tudo: sou real e nada boazinha.

Dito essas palavras, ela começou a rir assustadoramente como uma bruxa.  Imediatamente, alguns poucos cabelos cresceram em seu corpo, as pupilas se dilataram, ficaram vermelhas e giravam pelas órbitas, os dentes se alargaram deformando a boca cor de sangue, assim como o nariz.

As jovens berravam por socorro, mas quem poderia resgatá-las? Banhadas no suor frio do terror, as duas sentiram-se zonzas e a visão ficara turva. Luli ainda teve tempo de indagar o que havia sido colocado no chá, mas nenhuma das duas manteve-se acordada para ouvir a resposta.

Lá fora, nuvens negras espalhavam-se pelo céu dando destaque à lua branca. Diversos corvos rondavam a casa, tornando o lugar ainda mais assustador.

Na casa de Luli e de Mila a preocupação era grande. Não havia sinal das garotas e a polícia local fora chamada.

Dentro do castelo, Mila acordara amordaçada dentro de um velho caixão com a tampa aberta escondido num porão cheio de aranhas, ratos e cobras. Sua amiga não estava. Não demorou muito para que ela ouvisse os urros desesperados de dor de Luli, o que lhe causava uma grande aflição.

Luli havia sido colocada viva dentro do caldeirão com água fervendo. Suas moléculas quebravam, o calor amolecia lentamente a carne e os ossos que se desfaziam pouco a pouco numa tortura agonizante horrorosa. Luli se deteriorava de modo cruel, debatendo-se em vão até perder os sentidos após ter seus miolos e órgãos cozidos.

Mila não sabia o que estava se passando, mas sentia que seria a próxima, a morte já não tardava a alcançá-la, só implorava a Deus que seu suplício acabasse rápido. Tremia de pavor com o porão repleto de bichos, os gritos da amiga ecoaram noite a fora e a morte, iminente, foi lenta.

Na cozinha, a bruxa se fartava com seu alimento. Falava consigo mesma:

– Nada como carne e sangue jovem. Lembrou-se dos falecidos sete anões que ela mesma assassinou ateando fogo na casa enquanto eles dormiam, recordou que deu um jeito de apagar o fogo antes que seus amigos ficassem reduzidos a carvão. E foi assim que conheceu seu prato predileto.

Mila ficou dias aguardando sua hora chegar ali no caixão, com fome, com sede, com medo…

No vilarejo, o caso foi encerrado pelas autoridades. Nunca mais se ouviu falar das duas amigas.

 

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33 thoughts on “Branca de Neve ainda vive…

  1. Pingback: Ver! | Blog | Branca de Neve ainda vive…

  2. Sandra, me remeteste ao imaginário da infância para depois me acordar do devaneio e me resgatar para a realidade, cruel é verdade, mas em bela narrativa !
    Abraços

  3. Obrigada, Antonio, pelo comentário. É verdade, é uma narrativa cruel rss..
    Agradeço também a toda equipe do Só Contos pela oportunidade da postagem aqui no blog. Abração!

  4. Essa é a istória, meu Deus chega até a ser assustadora, imagian só que aquela bela moça tão jovem viera a setornar um senhora maléfica que gosta de carne humana, ótimo texto que instiga a gente mas nos reflete que não podemos ser tão curiosos pois pode acabar assim. Grande beijo.

    • Pois é, aquela bela moça se transformou numa verdadeira bruxa, as aparências enganam..
      É verdade, a moral do conto é justamente essa, em meio a um acontecimento trágico, fica a lição: curiosidade ao extremo não é muito saudável rss.
      Obrigada pelo comentário, beijo.

      Sandra

  5. Nossa deu me ate calafrio, coisa ruim esta Branca de Neve, ela podia chamar Malvada da Neve..minha nossa, que coisa horrorosa…deu medo….fuiiiiiiiiiii

  6. Sandra, estou muito feliz por teres aceite contribuir com as tuas histórias para o Só Contos. Esta história faz lembrar a revolta da idade, ou sejam aquelas pessoas que não aceitam a naturalidade da morte e fazem qualquer coisa para continuarem na “plástica vida”… rsrsrs

    Beijos!

    • Lu ficou otimo o Conto ,dei os parabéns para a Sandra ,e a voce também … ótimo web site voltarei mais veses assinei pelo email…fuiiiiiiiii

    • Grande Luísa, tanto tempo faz, não é? Eu deixei o Dihitt em 2010.
      Eu é que estou feliz por participar deste blog, já que não tenho postado nos meus rss.
      Vez ou outra mando um continho…
      Concordo, há quem faça qualquer coisa pra manter-se não apenas viva, mas vigorosa e fresca. Não percebendo que a jovialidade não é apenas uma questão de idade ou aparência.
      Beijos!!

      Sandra

    • Oi Luisa, voce comentou no meu blog uma vez (http://contosfantasticosdesial.blogspot.com). Não sabia que era lusitana. Valeu te reencontrar.

      • Olá Jack! Que bom ver-te outra vez, sim eu lembro-me de ler alguns contos teus aqui há uns dois anos atrás. Ficaríamos muito honrados se pudesses e quisesses participar nesta equipa!
        Grande abraço.

  7. Cecilia on said:

    Ei Sandra,

    Quanto mistério na rebeldia destas jovens em busca do desconhecido, sendo atraídas por uma fala mansa, delicada , de aparência singela e cheio de ternura, que aos poucos se revela pela sua malícia e engano , um caminho aterrorizado, e sem volta. Um conto que amedronta até nos dias de hoje rsr

    Beijos….

    Beijos Luisa

    • Sim, muita rebeldia. Geralmente os adolescentes querem sair em busca do desconhecido e é justamente aí que os lobos em pele de cordeiro, no momento mais adequado, atacam. Hoje em dia, temos muitos deles atraindo jovens inocentes, os pedófilos são exemplo disso.
      Ainda bem que no conto é de mentirinha rs. Que bom que gostou, obrigada pelo comentário.
      Beijos.

      Sandra

  8. Sandra

    kkkkkk O tempo nem sempre melhora, às vezes agrava. É ótima a sua versão da branca que escureceu.
    Muito bom.

  9. Sérgio Werneck de Figueiredo on said:

    A Branca de Neve da era tecnológica, já não necessita de castelos, corvos e portões enferrujados. Como disse Sandra, isso aconteceu a duzentos anos em uma cidadezinha alemã que já não existe mais. Hoje, ela sabe se disfarçar com uma foto da juventude, aquela de antes do príncipe descobrir que os sete anões eram seus amantes, encobrir detalhes sórdidos e ter milhares de amigos em seu perfil, naquele site que mais parece um livro que guarda uma coletânea de faces.
    Durante o efeito da tal maçã envenenada, passou-lhe em sonho toda a vida ao lado da rainha, sua madrasta, e ela descobre que também sabe se transformar em vendedora de maçãs e convencer a muitos de mordiscá-la, e, também às suas maçãs…
    Bem encoberta e distante milhares de quilômetros de fibra ótica de suas anexações ao seu perfil malévolo, ela descobre as mais ingênuas vítimas e oferece-lhes um iPod, obviamente da Apple, a preço baixo, a ser pago em centenas de suaves prestações e altos juros.
    Assim, quando enxergares alguém que já não mais conversa com ninguém e tem os olhos vidrados na tela daquela maquininha, podes saber que essa foi mais uma das vítimas do veneno da nova maçã de Branca de Neve.
    Espero que isto sirva de alerta, para que todos escrevam, ouçam e conversem mais e não aceitem ser convencidos por essas novas maçãs da comunicação vazia e fútil que a BrancaTech anda vendendo por aí…
    Parabéns, Sandra.
    Não há veneno nessa sua maçã e espero comer outros pedaços iguais…

  10. Puxa, diante de tão magnífico comentário, fico sem palavras.
    Muito obrigada!!!
    E concordo, há não apenas uma, mas muitas Brancas de Neve às avessas nesta era da informação, neste mundo globalizado e informatizado em que vivemos, por detrás das telas dos computadores… com vestes e aparências modernas, embora tão maléficas quanto aquela de duzentos anos atrás…
    Obrigada mais uma vez, grande abraço.

  11. Olá Sandra!

    Apesar da estória ter se passado a 200 anos, mas hoje ainda convivemos com tal situação na vida real. Lembremos o caso que houve recentemente em Pernambuco daqueles três monstros que faziam churrascos e salgados com carne humana. São estórias como esta que de certa forma conscientizam as pessoas a terem mais cuidado com certas pessoas e aonde deve ir. Certas curiosidades é preciso cuidado redobrado. Parabéns.

    Abraços.

    • Verdade, Janilton. Esse caso foi horroroso, É terrível pensar que muitos insanos por aí não estão apenas na ficção.
      Obrigada, amigo dihittiano.
      Abraços!

  12. Sandra querida amiga, como sempre você com uma maestria surreal em seus contos lúdicos que nos remete ao passado atenuados no presente, parabéns pelo belo texto, e fico feliz de ver amigos mesmo que virtuais mas verdadeiras nos saudosos comentários acima, são pessoas maravilhosas, e Luiza parabéns também por ter convidado a Sandra para estar colaborando em seu espaço, que para mim será um blog promissor.

  13. Falbo, assim você me deixa sem palavras rs. Sempre acompanhou meus textos e contos desde a época do Dihitt, fico feliz com sua presença, meu amigo.
    Obrigada pelo comentário, abração e fique com Deus!!

    • Olá Sandra, boa tarde. Adorei o conto. Ficarei apenas com o resquício de passar
      a olhar desconfiadamente para todas as velhinhas bondosas e não apenas para
      a minha sogra. Parabéns pelo texto e muito obrigado.

  14. Ahahahahahaha essa foi boa, José.
    O agradecimento é meu, com certeza.

  15. Olá Sandra! Interessante o que vi e aprendi aqui com sua estória e os comentários como o do Sérgio, Luísa e Janilton, mostrando variações do tema e o que pode acontecer quando a curiosidade nos leva a caminhar ingenuamente para armadilhas que aprisionam nossa alegria do viver… rs… mas algumas armadilhas, como nesta estória, são fatalidades e perigos que nem sempre podemos evitar, a menos que nos engessássemos no medo e preconceito que toda adolescente tenta vencer através da fé, da coragem, e da ingenuidade. Diante das artimanhas de tal bruxa, todas nós estaríamos impotentes e perdidas..rs….

    • Boa noite, Vera!

      Tem razão, os comentários acima são pertinentes.
      A vida serve de modelo para a ficção, é uma pena que nem sempre com acontecimentos bonitos. E é preciso ter um limite para a curiosidade, pois é por causa dela que muitos casos são desvendados, problemas são resolvidos, novidades são descobertas e informações adquiridas, por outro lado, é por causa dela que muita gente morre, muita coisa feia acontece.
      As pessoas precisam saber o momento certo de parar…
      Estou de acordo quando você diz que também existem fatalidades que não podem ser evitadas… a não ser… pelas mãos de Deus. Rsss que ele nos proteja dessas bruxas que existem por aí…
      Obrigada, abraços!

      Sandra

      • Bruxas! Infelizmente, o imaginário coletivo nos remete à figura de uma mulher malévola e horripilante, mas o paganismo e suas páginas históricas nos demonstra exatamente o contrário, não é mesmo? Eu curto histórias onde o óbvio é sufocado pelo inusitado; portanto, esta tua história bateu com o que eu esperava, parabéns!!! Não é a primeira vez que afirmo que você escreve com bastante clareza e inspiração, amica, por isso sou fã dos rabiscos e argumentos que você escreve com bastante competência. E fico feliz que tenha “ressuscitado” e retornado à literatura, cara mia, só me resta desejar que teu caminho esteja repleto de novas e deliciosas páginas, viu!? Fique em paz, 1 bacio per te, querida.

        the ^..^ Osmar.

        • Grande Osmar rs!!

          Muitíssimo obrigada!
          Sua opinião é relevante pra mim, afinal, sugestões, elogios e/ou críticas bem feitas são sempre proveitosas.
          Fico feliz que tenha nos visitado e dado sua clara opinião.

          Un bacio per te!!
          Sandra

  16. Luciana Vasconcellos on said:

    San, fiquei arrepiada…!!! As mocinhas que se cuidem, porque as bruxas estão soltas, não só num lugarejo do interior, mas no interior de cada um. De tanto “apanhar” da madrasta bruxa, a doce Branca de Neve se transformou na própria Bruxa. Como você disse num comentário acima: “As pessoas precisam saber o momento certo de parar…” a Branca de Neve já tinha dentro dela este lado obscuro e não soube ou não quis saber o momento de parar. Precisamos ficar atentos, identificar os anseios e desejos do coração, para não ultrapassarmos os limites da mente, da razão, do que é certo.

    Ah, e aquele serial kiler, vai ter continuação??

    Um grande beijo!

    Luciana

  17. Lu, você por aqui… que legal! Fiquei feliz!!

    Obrigada pelo belo comentário, que bom que você gostou..
    Então, o serial killer terá sim continuação, mas preciso aproveitar melhor meu tempo e me inspirar um pouco mais rss..
    Beijão!!

    Sandra

  18. letitiamorgan on said:

    Olá Sandra, só agora me apercebi do teu excelente conto. Apesar do tipo de narrativa ser completamente diferente, fizeste-me lembrar um conto da Sofia de Mello Breyner Anderson, onde a heroína não é a Branca de Neve mas a Gata Borralheira (Cinderella).
    A pura Branca de Neve também cedeu ao vulgar e efémero efeito da bela maçã vermelha! Parabéns!

    • Olá Letitia, que bom que apreciou. Também gosto muito dos contos que você escreve.
      Não conheço esse conto da Sofia de Mello, vou conferir.
      É, a Branca de Neve não era doce o bastante e nem seu caráter reto o suficiente para resistir a tentação da maçã, não a tentação de mordê-la, pois a essa qualquer um corre o risco de sucumbir, mas sim a de se deixar levar pelo mal e passando a colocá-lo em prática, revelando sua verdadeira personalidade.
      Muito obrigada!

      Sandra F.

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