Amor e Morte

Amor e Morte
Por Sandra Franzoso
Eu sobre ela.
Nossos corpos unidos bailando com leveza, em sintonia.
Aquela boca, pele e curvas, senti-me enfeitiçado.
Seu modo de amar, de se entregar, de se contorcer conforme se aproximava o ápice do prazer.
Bocas que se buscavam, mãos que se apertavam, desejo que enlouquecia.
Ela, vibrando em meus braços, eu penetrando-a com loucura.
Sussurros, gemidos, gritos, gritos e mais gritos. Gritos meus, em êxtase, gritos dela, apavorada, a dor a dominá-la. Berros horripilantes.
O sorriso, de repente, se desfez daqueles lábios rosados e carnudos. Os olhos, de um azul intenso, pararam.
Nas unhas dela, resquício da minha pele arranhada no auge de seu desespero. Nas minhas mãos, um punhal a dilacerar seus órgãos.
Que pena, amor, que pena!
Nunca mais sentirei o calor do seu corpo a me aquecer. Esse corpo que agora jaz inerte sobre meus lençóis ensanguentados.
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Nossa, a gente começa lendo pensando que é uma coisa e acaba surpreendido no final, gostei, muito bom.
Olá Edna, antes de mais nada, desculpe o excesso de trabalho que joquei em cima de você rsss, notas e mais notas pra serem carimbadas e arquivadas rssss. Pelo menos o dia passou rapidinho e você nem percebeu kkkkkkk.
Fico feliz, gosto disso: surpreender! Quando leio ou assisto algo também gosto de ser surpreendida, tanto é que o suspense é meu estilo preferido.
Obrigada pelo comentário, beijos.
PARABÉNS À SANDRA FRANZOSO , COMO SEMPRE, NOS SURPREENDENDO COM SEUS CONTOS, UMA MISTURA DE SUSPENSE, TERROR.
ADOREI.
Obrigada Rosa, fico feliz que tenha gostado.
Agradeço a participação! Beijos.
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nossa hein, forte o texto, muito bom…abçs
Obrigada, Ana. Sabe, esse conto eu já tinha postado muito tempo atrás noutro blog: O Lado Negro da Mente, foi em 2010, na época em que eu ainda participava do Dihitt.
Fico feliz com sua presença, abraços.
ARGH ,adeus ela já era e ele ficará so curtindo seu ato insano feito em um momento de loucura total….fuiiiiii
É Moreijo, na vida real, há quem leve esses golpes de pessoas insanas.
Sempre depois que termino um conto ou quando leio o conto de alguém, reflito o quanto é bom a comodidade do nosso lar, de estar entre pessoas sãs, de se sentir em paz, não é mesmo? No caso “dela”, sim, já era!! Já ele esperará a próxima vítima, certamente.
Abração, amigo.
Meus Deus que horror rerere.. é um sádico, um loco, um serial killer mas é ótimo. gênero é gênero, cada tem sua preferência, eu preferia um romance ou sei lá mas dentro do que pede esse tipo de literatura, você deu conta do recado com uma hitoria breve, mas certeira. Meu bem, você tem futuro rs..
Ahahahahaha você sempre diz isso…
Na próxima, escreverei uma comédia romântica pra você…
Beijos.
Muito bom Sandra., bizarro, sádico, suspense e mistério. Você soube com grande proeza costurar o conto. Parabéns!
Muito obrigada, Carlos.
Fico satisfeita, abraços!
Essa foi uma excitante penetração mortífera, sem importar o quê e onde penetrou, sem importar o amor, somente a satisfação psicopática de usar e descartar.
Infelizmente, essa já não servirá para mais nada, caro Donatien Alphonse François de Sade.
Rssss Donatien Alphonse François de Sade – O Marquês de Sade!!
Imagine, estou muito longe disso. Não foi ele que causou a maior confusão ao escrever um romance a respeito de um Papa?
Sim, essa já não servirá mais para nada, que venham as próximas!
Não sou sádica, não rs. Amo a tranquilidade e gosto até da rotina rs.
Agradeço, grandemente, sua participação.
Abraços.
San, pensei assim: Será que a minha amiga mudou de gênero?? Ou mudou só desta vez pra variar?? Vc me surpreendeu…mais uma vez!! Bjus!
Oi Lu rsss. Às vezes eu até mudo o gênero realmente, mas não por muito tempo rss.
Que bom, beijosss. Saudades!
Sandra F.
Perfeito e inesperado Sandra!
Afinal a morte também escolhe momentos especiais para se revelar!
Beijinhos!
Sim, Lu. A Morte está sempre à espreita rs.
Estive ausente uns dias, mas voltei.
Beijos.
Sandra F.
Olá Sandra!
Esse é o chamado amor da viúva negra, que após seu gozo, o parceiro já era. rs
Como sempre, muito forte. Você é uma escritora muito cruel, será que não tem um “q” de psicopata? rsrs (brincadeirinha Sandrinha, muito bom o texto, mas não o acontecido. Abraços!
Ahahah. Gostei do “escritora muito cruel”, mas fique tranquilo, não sou uma psicopata rss.
Obrigada por comentar, abraços!!
Concordo com a opinião dos demais. Você soube trabalhar bem com as palavras de modo que nós iniciamos a leitura com um pensamento e terminamos com outro, fora o terror, o sadismo e a frieza implícitos, mas que tornam o texto bem mais interessante e faz com que nos prenda á ele. Parabéns…!
Olá, Bruno!
Agradeço sua participação e fico feliz que tenha apreciado.
Muito obrigada!!!
Sandra F.